Intenção é garantir o atendimento da demanda da região da Zona da Mata. Instituição costuma arrecadar 20 bolsas de sangue diariamente.
Com o estoque baixo de sangue a Fundação de Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron) em Cacoal (RO), município localizado a 480 quilômetros de Porto Velho, convoca os doadores. A intenção é garantir o atendimento da demanda da região, que depende das coletas realizadas no município. Estão sendo solicitadas as doações de todos os tipos sanguíneos, em especial os negativos.
De acordo com o médico responsável pelo Fhemeron de Cacoal Arthur Freire, todo o estoque está baixo, e no caso dos tipos sanguíneos negativos a situação é considerada crítica. "Sabemos que as pessoas são solidárias, e sempre que alguém precisa elas se dirigem até o órgão, mas precisamos que isso seja rotineiro", destacou.
Atualmente a Fhemeron de Cacoal coleta em média 20 bolsas de sangue diariamente. Um número considerado baixo pelo órgão, já que a fundação precisa abastecer toda a demanda da região da Zona da Mata. De acordo com o médico, o ideal seria receber o dobro das doações, ou seja, 40 bolsas por dia.
Uma operação realizada entre a Polícia Civil de Cacoal, e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo (SP), resultou na prisão do pastor e funcionário público Cláudio Severino da Silva, também conhecido como Cal.
O homem estava foragido desde o mês de janeiro deste ano, acusado de ter envolvimento no assassinato de um taxista de 69 anos cometido no dia 5 de janeiro, na área rural do município. A prisão foi realizada no dia 19 de abril, às 22h30, em uma cidade do interior de São Paulo.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Arismar Araújo, por enquanto a prisão é temporária e a polícia terá o prazo de 30 dias para concluir o inquérito. “O mandado de prisão contra ele é temporária. As investigações procedem e ao final do inquérito pretendemos pedir a prisão preventiva, dado a gravidade do crime e pelo ânimo do suspeito de ter foragido da justiça”, garantiu o delegado.
O funcionário público aguarda a conclusão do inquérito preso no mini presídio de Cacoal. O suspeito nega a autoria ou participação no crime e a polícia continua trabalhando no caso para tentar descobrir os motivos do assassinato do taxista.
Entenda o caso
Cláudio Severino da Silva é suspeito de ter se envolvido no assassinato de um taxista, cometido no dia 5 de janeiro. O homem foi morto com dois tiros de arma de fogo na cabeça, ainda dentro do carro onde trabalhava e apesar de estar com uma quantia razoável de dinheiro no veículo, os autores do crime levaram apenas a chave que estava na ignição.
O suspeito que estava foragido trabalhava como motorista da prefeitura do município de Ministro Andreazza e era pastor de uma igreja evangélica.
O delegado contou que o pastor atraiu o taxista através de uma ligação de orelhão, pedindo para que fizesse uma ‘corrida’ com ele. Quando já estavam distantes da cidade, o suspeito possivelmente executou o crime ainda dentro do veículo, sentando no banco do passageiro.
A polícia chegou ao suspeito, através de imagens de uma câmera de segurança da mercearia onde Cal comprou o cartão de orelhão para ligar para o taxista, após uma busca e apreensão realizada em sua residência a camiseta foi encontrada.
O suspeito chegou a prestar depoimento à polícia e negou seu envolvimento no assassinato, apresentando um álibi que, após ser verificado pela polícia não foi confirmado. No dia seguinte ao depoimento a justiça decretou um mandado de prisão contra Cláudio, mas quando os policiais foram executar descobriram que o homem havia fugido com a família e toda a mudança da casa, durante a madrugada.
Abriram as inscrições do CFS/PMRO-2016 para Cabos e Soldados da PMRO
No último dia 19, foram disponibilizadas as inscrições para Cabos e Soldados que pretendem ingressar no Quadro de Sargentos da Polícia Militar.
O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA, no uso das atribuições que lhe confere o Art. 12, inciso V, do Regulamento Geral da PMRO, aprovado pelo Decreto nº 12.722, de 13 de março de 2007, combinado com aos Arts. 1º, 2º, incisos II , III e § único da Lei nº 2.449, de 28 de abril de 2011 e suas alterações em conformidade com a Lei nº 3.675, de 27 de novembro de 2015 e de acordo com o ofício nº 2.153/ GAB/SESDEC/15, torna público que estão abertas as inscrições, visando a participação de SOLDADOS E CABOS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA, pelo critério de antiguidade e pelo critério de processo de seleção interna, doravante denominado de PSI, no CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS PM (CFS/PM-2016), para o preenchimento de vagas no Quadro de Praças Combatentes, na graduação de 3º Sargento PM, obedecidas as prescrições contidas neste edital.
Moradores da região central, Zona da Mata e Cone Sul de Rondônia relataram ter avistado na noite desta sexta-feira, 16, um fenômeno estranho no céu. Nas redes sociais moradores de Rolim de Moura, Alta Floresta, Pimenta Bueno, Cacoal e Ji-Paraná disseram ver a 'bola de fogo' por volta das 19h30 da noite.
Na imagem registrada é possível observar que o fenômeno tem uma cor avermelhada e se assemelha muito a ação de meteoros. Minutos após a ação tomar a atenção de vários rondonienses, diversos comentários surgiram nas redes sociais, muitos arriscaram a dizer que o fenômeno possa ser um meteoro, outros até ironizaram dizendo que pode ser uma ação de seres extraterrestres.
Pesquisadores pedem relatos de fenômeno avistado no céu de Rondônia
Após a repercussão e diversos relatos nas redes socais, sobre um fenômeno brilhoso no céu de Rondônia, uma equipe da rede de monitoramento de meteoros Exoss Bolide entrou em contato com o Rolnews, os pesquisadores pedem que as pessoas que viram o fenômeno deixarem seu relato no site www.bolido.exoss.org . Todos os relatos serão analisados e a Exoss poderá aprofundar os estudos sobre a ação.
O fenômeno que passou pelo céu de Rondônia é tecnicamente chamados de Bólidos, ou seja, uma bola luminosa. Os relatos devem ser verídicos, eventos vistos por mais de 30 segundos são descartados, pois bólidos são visíveis somente por poucos segundos.
Nas redes sociais rondonienses de grande parte das regiões do estado relataram ter visto o bólido, houve internautas que disseram ter avistado no céu de Mato Grosso.
A Exoss é uma organização responsável pelo estudo de meteoros com metodologia científica: suas origens, natureza e caracterização de suas órbitas. A rede trabalha em parceria com Observatório Nacional. Veja a notícia:Fenômeno no céu de Rondônia chama atenção de moradores de várias cidades.
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) e a Polícia Civil estão cumprindo sete mandados de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-RO) contra ex-deputados condenados pela Operação Dominó, na manhã desta quinta-feira (7). As prisões acontecem nas cidades de Porto Velho, Vilhena, Jaru, Pimenta Bueno, Cacoal e Rio de Janeiro. Já foram confirmadas as prisões dos ex-deputados João Batista dos Santos (João da Muleta), João Gerólomo de Mendonça, Ronilton Rodrigues Reis (Ronilton Capixaba) e Daniel Neri de Oliveira (Daniel Neri), segundo o MP.
Membros do esquema de corrupção já presos pela Polícia Civil Os acusados foram condenados pela operação Dominó, deflagrada em 2006 para investigar desvio de mais de 70 milhões de reais na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO).
Foram denunciados e condenados João Batista dos Santos (João da Muleta), Haroldo Franklin de Carvalho Augusto dos Santos (Haroldo Santos), Ellen Ruth Cantanhede Sales Rosa (Ellen Ruth), José Emílio Mancuso de Almeida (Emílio Paulista) e Moisés José Ribeiro de Oliveira (Moisés de Oliveira), Amarildo de Almeida, João Ricardo Gerólomo Mendonça (Kaká Mendonça), Ronilton Rodrigues Reis (Ronilton Capixaba), Daniel Néri de Oliveira (Daniel Néri) e José Carlos de Oliveira (Carlão de Oliveira). As penas variam entre 6 e 17 anos de prisão em regime fechado, mais pagamento de multa e perda dos direitos políticos.
Estima-se que R$ 70 milhões foram desviados em contratos fraudulentos. Os acusados foram julgados em 2008, mas recorreram do processo, adiando a execução provisória condenatória expedida pelo TJ-RO. Um dos argumentos utilizados pelos acusados era de que o Tribunal de RO não tinha competência para julgá-los.
EX DEPUTADOS DE RO CONDENADOS NA OPERAÇÃO DOMINÓ SÃO PRESOS
O ex-presidente da ALE, Carlão de Oliveira, era líder do esquema de corrupção
Distribuído em agosto de 2006, o caso foi julgado em novembro de 2008. Após a publicação do acórdão (decisão do Tribunal de Justiça), todos os réus recorreram, alegando, entre outras questões, a incompetência jurídica do TJ para julgá-los, argumento não aceito pelo relator nem pelo Pleno (colégio de desembargadores). Outros recursos, no entanto, foram providos em parte, como o que serviu, por exemplo, para diminuir as penas de Amarildo Almeida, Moisés e Carlão de Oliveira, sem, entretanto, mudar a condenação.
Ex-deputado Amarildo Almeida está sendo procurado Operação Dominó
A Polícia também não conseguiu localizar (mas foi informada) que o ex-deputado Haroldo Santos está em Manaus e deve se apresentar. Marcos Donadon também estaria viajando.
Veja a dosimetria das penas e os crimes pelos quais foram condenados
CARLÃO DE OLIVEIRA – Formação de quadrilha, concussão e corrupção passiva – 17 anos e 11 meses – 528 dias-multa. Regime – Fechado
AMARILDO ALMEIDA – Formação de quadrilha, concussão e corrupção passiva – 17 anos e 6 meses – 509 dias-multa. Regime – Fechado
EMÍLIO PAULISTA – Formação de quadrilha e concussão – 9 anos – 272 dias-multa. Regime – Fechado
JOÃO DA MULETA – Formação de quadrilha e concussão – 8 anos e 4 meses e 15 dias – 248 dias-multa. Regime – Fechado
HAROLDO SANTOS – Formação de quadrilha e concussão – 6 anos – 182 dias-multa. Regime – Semi-Aberto
RONILTON CAPIXABA – Formação de quadrilha e concussão – 10 anos – 316 dias-multa. Regime – Fechado
DANIEL NERI DE OLIVEIRA – Formação de quadrilha e concussão – 8 anos e 2 meses – 238 dias-multa. Regime – Fechado
ELLEN RUTH CATANHEDE SALLES ROSA – Formação de quadrilha e concussão – 9 anos e 2 meses – 282 dias-multa. Regime – Fechado
KAKÁ MENDONÇA – Formação de quadrilha e concussão – 8 anos e 4 meses e 15 dias – 248 dias-multa. Regime – Fechado
MOISÉS JOSÉ RIBEIRO DE OLIVEIRA – Formação de quadrilha, concussão e corrupção passiva – 8 anos e 7 meses – 242 dias-multa. Regime – Fechado A defesa de Donadon disse que o cliente está viajando, mas que deve se apresentar na próxima semana. O advogado de João Ricardo Gerolomo de Mendonça, Marcos Donizzetti, disse que o processo continua tramitando nas instâncias superiores e que está trabalhando para reverter a prisão provisória do cliente. A defesa de Ellen Ruth Castanhedes preferiu não se pronunciar sobre o caso.
A defesa de Ronilton Capixaba disse, em nota, que o mandado de prisão expedido pelo TJRO não tem fundamentação que explique o motivo da prisão do cliente, que aguarda recurso em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o advogado, Oscar Netto, a medida fere a Constituição e a defesa trabalha para reverter o mandado de execução provisória.
O G1 não conseguiu contato com o atual advogado de João Batista dos Santos e aguarda o pronunciamento dos advogados de Haroldo Franklin e Daniel Neri.
Douglas Kirchner foi acusado de consentir e participar dos castigos praticados contra a mulher dele, Tamires Souza Alexandre; agressões teriam ocorrido quando ela tentava se separar do procurador da República".
Ministério Público decide não exonerar promotor acusado de torturar esposa
Brasília - A maioria dos integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu, em sessão extraordinária convocada para esta segunda-feira, 14, não haver motivos para exonerar o procurador da República Douglas Kirchner, que investiga o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso de tráfico de influência envolvendo o BNDES. Procurador de Rondônia investiga Lula no caso de tráfico de influência envolvendo o BNDES
O conselho analisou se Kirchner deveria continuar no estágio probatório, que termina em maio, ou se deveria ser afastado do cargo após a suspeita de praticar agressão física e psicológica contra a mulher dele, Tamires Souza Alexandre. A acusação é que ele consentiu e participou dos castigos praticados contra a ela, quando ambos eram membros de uma igreja evangélica chamada Hadar, em Porto Velho (RO).
As agressões teriam ocorrido no momento em que ela tentava se separar do procurador. Em um dos casos, Kirchner teria assistido a uma surra de cipó que a pastora da igreja teria dado em Tamires. Também havia a suspeita de que ele deu usou uma cinta para bater na mulher. Tamires teria sido mantida numa espécie de cárcere privado, no alojamento da igreja, com restrições para se alimentar e até para tomar banho.
Ouça abaixo a íntegra da sessão. Se você quiser ir direto para a descrição da violência cometida contra Tamires, busque o áudio em 1h44m.
Janaína Paschoal, autora de pedido de impeachment com Hélio Bicudo, assumiu a defesa de Kirchner
Relatora do caso, a conselheira Ela Wiecko votou a favor do afastamento do procurador. Ela apontou a "frágil estabilidade psíquica" de Kirchner para continuar à frente do cargo. Quatro conselheiros votaram com a relatora, mas cinco deles não concordaram com essa leitura.
Para o conselheiro Carlos Frederico, Kirchner foi transformado em "vilão da história", quando na verdade foi "vítima", pois sofreu uma "lavagem cerebral" e, claramente, a sua “fragilidade vinha da fé”. "Qual de nós está livre de vir a sofrer transtorno mental? Será que se um de nós viermos a sofrer transtorno mental, vamos ser exonerados? Que instituição é essa?”, questionou.
Frederico também apontou que a pastora era tia da mulher do procurador, e que a mãe da esposa também frequentava a igreja, mas que todos os crimes estavam sendo imputados a Kirchner, o que não seria justo.
O conselheiro Augusto Aras, por sua vez, afirmou que não via nada no caso que “malfira a conduta profissional” do procurador e destacou que os relatos eram que Kirchner tinha uma “carreira que figura brilhante”. Sem citar o caso de Lula, Aras afirmou que ele já havia mostrado coragem para enfrentar “autoridades das mais poderosas”.
O procurador contratou para a sua defesa a advogada Janaina Paschoal, que, junto com Hélio Bicudo, é autora do pedido de impeachment que tramita na Câmara contra a presidente Dilma Rousseff. Em sua argumentação, Janaina afirmou que o caso de Kirchner era de liberdade religiosa e não da aplicação da Lei Maria da Penha, que pune agressões contra mulheres. “Ele está sendo punido por ter acreditado. O que está acontecendo aqui é um julgamento da fé”, disse.
Kirchner, de 27 anos, passou para o concurso do Ministério Público Federal de Rondônia em 2011. Ele ainda cumpria estágio probatório quando foi transferido para atuar em Brasília. No ano passado, ele participou do caso a respeito de investigações na qual Lula é acusado pela prática de tráfico de influência em favor da Odebrecht para destravar e agilizar contratos no exterior financiados pelo BNDES.
Os advogados de Lula, por sua vez, entraram com uma representação Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) acusando Kirchner de cometer abusos e ilegalidades no inquérito.
É uma história bizarra. Douglas Ivanowski Kirchner assumiu o cargo de procurador da República em Rondônia quando a mulher, Tamires, estava sequestrada por integrantes da Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho, à qual o casal pertencia.
Ministério Público decide não exonerar promotor acusado de torturar esposa
Douglas Kirchner, que investiga Lula, teria permitido que mulher passasse cinco meses em cárcere privado após ter sido punida, por pastora de igreja, com uma surra de cipó
Douglas assumiu o cargo de procurador da República em Rondônia quando a mulher, Tamires, estava sequestrada
Viomundo–É uma história bizarra. Douglas Ivanowski Kirchner assumiu o cargo de procurador da República em Rondônia quando a mulher, Tamires, estava sequestrada por integrantes da Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho, à qual o casal pertencia.
Tamires foi punida pela pastora da igreja com uma surra de cipó por ter jogado fora a aliança de casamento. Douglas assistiu.
Depois disso, ela foi colocada num “regime disciplinar”: passou cinco meses em cárcere privado com o conhecimento e conivência de Douglas.
Ouça abaixo a íntegra da sessão. Se você quiser ir direto para a descrição da violência cometida contra Tamires, busque o áudio em 1h44m.
Ela sobreviveu comendo restos de comida, não tinha acesso a itens de limpeza e nem a remédios. Dormia no chão.
A família chegou a denunciar que Tamires estava desaparecida. Enquanto ela era mantida prisioneira, Douglas assumiu o cargo no MPF/Rondônia, em maio de 2014 e, assim, ingressou no estágio probatório de dois anos.
Tamires conseguiu fugir do cárcere privado e denunciou o marido ao MPE de Rondônia. Douglas foi transferido pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Distrito Federal para tratamento psiquiátrico.
Ele ocupa provisoriamente a vaga do promotor Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que trabalha na Operação Lava Jato em Curitiba.
Mas não foi o fim da carreira dele. Pelo contrário: Douglas ganhou notoriedade outra vez em 2015. Segundo a defesa de Lula, ele vazou documentos de investigação que havia aberto contra o ex-presidente que corria sob sigilo. Destino dos vazamentos? A revista Época, da família Marinho.
Os documentos, com a chancela do MPF, traziam suspeitas de que Lula teria praticado tráfico de influência em defesa de empreiteiras, no exterior.
Eles foram base para duas reportagens de capa da revista.
No início de março de 2016, a assessoria de Lula divulgou a seguinte nota oficial: NOTA À IMPRENSA Lula pede explicações ao CNMP sobre vazamentos de documentos sigilosos a Época. Advogados consideram que houve violação da privacidade do ex-presidente São Paulo, 2 de março de 2016
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta terça-feira (1), um pedido de explicação a respeito das ações do procurador Douglas Ivanowksi Kirchner, do 5º Ofício de Combate à Corrupção em Brasília — DF. Segundo os advogados do ex-presidente Lula, procurador violou os limites impostos pela Constituição Federal e a legislação infraconstitucional.
O documento protocolado afirma que Kircher negou aos advogados do ex-presidente acesso aos documentos do procedimento de investigação, cerceando o direito à defesa de Lula. Pior, as cópias dos documentos foram vazados à revista Época, embora esse procedimento esteja sob sigilo. Contrariando as regras do Ministério Público, o procurador Douglas Kirchner redistribuiu a investigação a si próprio, quando o correto seria distribuir o processo a outro procurador.Os advogados do ex-presidente Lula pedem ao CNMP pleno acesso aos autos do processo e a apuração de quem foi o responsável pelo vazamento à imprensa. A atitude do procurador, segundo o pedido de esclarecimento, “já implicou violação da privacidade, da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana” do ex-presidente.
Neste 14 de março de 2016, o Conselho Superior do Ministério Público Federal se reuniu para avaliar se Douglas Kirchner, que também responde a processo criminal acusado de sequestro e cárcere privado da própria mulher, cumpriu ou não as condições do estágio probatório. Se não, ele poderia perder o cargo. Curiosamente, em sua defesa Douglas alegou “vazamento ilícito” do sigilo da medida protetiva que a Justiça impôs contra ele, além de “quebra do sigilo profissional” da advogada de Tamires, que fez a denúncia pública. Nos últimos dias, quem assumiu a defesa de Douglas? A advogada Janaina Paschoal, aquela que pediu o impeachment de Dilma Rousseff ao lado de Hélio Bicudo.
Janaína Paschoal, autora de pedido de impeachment com Hélio Bicudo, assumiu a defesa de Kirchner
Janaína Paschoal, autora de pedido de impeachment com Hélio Bicudo, assumiu a defesa de Kirchner
Ela informou ao CS do MPF que foi procurada por Douglas Kirchner e se interessou pelo caso por se tratar, na definição de Janaína, de um caso de “liberdade religiosa”. A certa altura da sessão, Janaína alegou que Douglas tinha “a mente propícia para ser cooptada”, ou seja, teria maltratado a mulher sob influência da igreja. A presidente do Conselho e relatora Ela Wiecko Volkmer de Castilho votou pelo encaminhamento, ao PGR, de decisão que poderia levar à demissão de Douglas. Ela citou o laudo pericial demonstrando que Tamires foi espancada com instrumento contundente. Segundo ela, Tamires foi submetida a violência “psíquica, moral e simbólica” com a conivência do procurador. Ela Wiecko lembrou que Douglas “admite que assistiu a surra com cipó no sítio, no carnaval de 2014, e não teve forças para reagir. Nesse dia, não era procurador ainda, mas tornou-se depois e mesmo sendo procurador continuou morando na igreja, casado com Tamires e a situação permaneceu a mesma até a fuga dela em julho”. A relatora argumentou que as provas de que Douglas praticou violência contra a mulher e fanatismo religioso eram mais que suficientes para um juízo do Conselho Superior do MPF de que Douglas “não possui idoneidade moral para exercer o cargo de procurador da República”. O conselheiro Mário Bonsaglia lembrou que Douglas teve de ser retirado de Rondônia para escapar da influência da igreja: “Ele vai ter de ser tutelado pelo resto da carreira?”, perguntou. Já o conselheiro Carlos Frederico Santos lembrou até o caso do suicídio coletivo de Jim Jones para destacar o poder da religião, sugerindo que Douglas foi vítima da “seita”, termo utilizado pela defesa do promotor. Carlos Frederico levantou dúvidas sobre o comportamento da própria Tamires. Na sexta-feira passada, de última hora, Douglas Kirchner apresentou o laudo de uma psiquiatra afirmando que “à época dos fatos era o examinado portador de distúrbio psiquiátrico do tipo reativo, caracterizado por fanatismo religioso”. “O pecado do doutor Douglas Kirchner foi ter se omitido, se ele tivesse vontade, mas ele não tinha vontade”, argumentou o conselheiro Augusto Aras. Mas, e agora, nesse período em que Kirchner investigou o ex-presidente Lula? Segundo o mesmo laudo, “no momento, Douglas não apresenta sintomas de patologia psiquiátrica”. Aras afirmou que Kirchner é vítima de moralismo, como o que teria existido nos regimes de Hitler, Mussolini e Stalin. O conselheiro enveredou pela política, dizendo que o Brasil precisa de “estadista” e que está “se acabando”. Também afirmou que Douglas recebeu elogios por sua atuação e “enfrentou as autoridades mais poderosas”, numa referência oblíqua à ação do promotor contra Lula. No final, a proposta da relatora foi derrotada por 5 a 4. Além da relatora, os conselheiros Mario Bonsaglia, Monica Garcia e Deborah Pereira consideraram que o promotor violou a Lei Maria da Penha quando já era integrante do MPF. Os conselheiros Eitel Pereira, José Bonifácio de Andrada, Carlos Frederico Santos, Antonio Aras e Maria Caetana Santos votaram contra a relatora. Um dos argumentos que utilizaram é de que Douglas Kirchner teria sido vítima da igreja tanto quanto sua mulher Tamires. Eles consideraram o promotor apto a desempenhar suas funções. O Conselho Superior do MPF definiu que cabe ao PGR Rodrigo Janot a decisão de determinar onde Douglas vai trabalhar.
Quando vencer o prazo do estágio, em 14 de maio, apesar das graves acusações que pesam contra ele, Douglas Kirchner deverá obter a tão desejada vitaliciedade.
As três primeiras páginas da instauração de processo disciplinar contra Douglas detalham as acusações:
O senador da República e ex-governador de Rondônia foi condenado pela prática de improbidade administrativa junto com um socioeducador acusado de torturar adolescentes internados de forma sistemática
Porto Velho, RO – O juiz de Direito Marcelo Tramontini, do 1º Juizado da Infância e da Juventude, condenou o ex-governador e atual senador da República Ivo Cassol (PP) e o socioeducador Antônio Marcos Rodrigues Moura pela prática de improbidade administrativa. Foram imputadas as seguintes sanções a ambos:
a) Perda da função pública;
b) Suspensão dos direitos políticos pelo prazo de quatro anos;
c) Pagamento de multa civil no valor equivalente de dez vezes ao da remuneração mensal percebida individualmente pelos réus na época dos fatos e;
d) Proibição de contratar com o poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
Cabe recurso da decisão.
O Ministério Público alegou que socioeducadores – alguns com cargo de chefia e direção – atuando na Unidade de Internação Sentenciados Masculino I, no ano de 2007, agiram com dolo ao espancar os adolescentes internados com socos, pedaços de pau, perna manca, cassetetes, canos de ferro, arrastões pelas paredes, bem como foram omissos quanto aos fatos ocorridos dentro da respectiva unidade.
Cezar Cassol, detona irmão Ivo Cassol e o chama de cadela e de ganancioso"
“Do cotejo entre as provas obtidas extrajudicialmente no procedimento de investigação do Ministério Público e aquelas da instrução judicial, é fácil perceber que na época dos fatos vigorava na Unidade de Internação Sentenciados I, conhecida como “Rio”, por se situar na Av. Rio de Janeiro, um regime de terror: qualquer fato era motivo para alguns socioeducadores “punirem” os adolescentes. Esses socioeducadores fomentaram o nascimento de um “estado anímico” dentro da Unidade que muito diferia do preconizado pelas normas atinentes ao funcionamento regular daquele ambiente socioeducativo”, considerou o magistrado.
E complementou:
“No seu entender enviesado, eles estavam ali para aplicar punições e castigos aos adolescentes, pois estes eram delinquentes juvenis, desprovidos de direitos. Tais socioeducadores se viam como vingadores sociais e acreditavam-se imbuídos de poderes divinos sobre os destinos dos “menores infratores”, ou seja, sentiam-se detentores de poderes absolutos sobre tais seres sob sua tutela”, asseverou o juiz.
Cassol, que recebeu a condenação por conta da omissão, foi notificado várias vezes sobre a situação de horror vivenciada pelos adolescentes naquela instituição. Chegou a ignorar decisão judicial, em caráter liminar, determinando o afastamento de todos os envolvidos nas agressões. Além disso, o ex-governador deveria providenciar o repasse de verba orçamentária suficiente para a implantação das demais medidas concedidas naquela decisão e que incluísse no orçamento de 2008, verba suficiente para realização de concurso público com o fim de contratar servidores em número suficiente para a unidade funcionar adequadamente.
“Ivo Cassol agiu, no mínimo, com dolo eventual, pois poderia até não querer o resultado, ou seja, a situação caótica do sistema socioeducativo, mas assumiu o risco de produzi-lo", indicou Tramontini.
Além de outras críticas, o juiz apontou:
“A verdade é que o réu Ivo Cassol parecia administrar este Estado como se fosse uma fazenda particular sua, onde fazia o que bem entendia. Acreditava não ter nenhuma norma legal a seguir, apenas sua própria vontade deveria prevalecer. Como parece que não gostava muito do Estatuto da Criança e do Adolescente, largou o sistema socioeducativo desta comarca explodir”, criticou.
E foi além:
“O réu [Ivo Cassol] tinha a vã expectativa de que nada daquilo que o Ministério Público alegava na inicial e provava documentalmente o atingira, pois depois resolveria tudo com o seu poder que acreditava ser inatingível. Ledo engano! O réu praticou improbidade administrativa e chegou o momento de responder por seus terríveis atos contra o sistema socioeducativo desta comarca que até hoje padece e ainda levará muito tempo para se restabelecer dos anos sombrios da dolosa gestão Ivo Cassol”, disse.
"Uma pessoa assim deve ser banida [...] do serviço público"
O magistrado, antes de fixar os termos da sentença, pontuou mais uma vez as condutas tanto de Ivo Cassol quanto do socieducador Antônio Marcos.
“Os fatos imputados ao Réu Antônio Marcos são gravíssimos, pois torturou adolescentes internados de forma sistemática, descumprindo assim as mais comezinhas regras que deveria seguir em sua profissão como socioeducador. A tortura é algo abjeto, condenada em qualquer país civilizado e por todos os organismos internacionais dos quais o Brasil faz parte. Um agente que pratica tortura não tem as mínimas condições para ser um agente público e nem deve contratar ou receber benefícios do poder público”, destacou.
E concluiu:
“A conduta do réu Ivo Cassol também foi gravíssima e trouxe consequências terríveis para o sistema socioeducativo desta Comarca. O rol de fatos elencados quando da análise de sua responsabilidade dolosa deixam patente que uma pessoa assim deve ser banida, pelo tempo previsto em lei, do serviço público e também não deve contratar ou receber benefícios estatais”, finalizou o juiz.
Com mais de quatro mil trabalhos, jovem sonha com os EUA. Aos 22 anos, Gleiderson Gasparrini iniciou carreira apenas por diversão.
Do topo de seus 1,88 de altura, Gleiderson Rodrigues Gasparrini jamais imaginava obter tantas conquistas em um curto período de tempo. O jovem, que nasceu em Ji-Paraná (RO), se mudou com a família aos oito anos para Ariquemes (RO), na região do Vale do Jamari. Para ganhar uma renda na adolescência, Gleiderson vendeu algodão doce e depois se tornou servente de pedreiro.
Por causa de uma brincadeira de amigos, há três anos ele largou os canteiros de obras para se arriscar na disputa do Mister Teen Ariquemes. Porém, o que seria apenas uma diversão lhe rendeu o grande título e, posteriormente, a oportunidade de sair do país como modelo.
Ao G1, Gleiderson relata que o convite para participar do concurso de beleza no município surgiu a partir de um amigo de sua irmã, em uma academia de musculação. "Depois do convite, resolvi arriscar e tentar a sorte. Fui atrás para resolver os papéis da inscrição e acabei ganhando o concurso, o que me levou ao Mister Teen Rondônia, onde também acabei ganhando o título", comenta.
Após a conquista, alguns agenciadores de Florianópolis (SC) conheceram o jovem nas redes sociais, onde visualizaram as fotos e lhe convidaram para desenvolver trabalhos completamente diferentes das quais até então realizava. "Me informaram que eu tinha o perfil para ser modelo e grande chance de sair do país. Me reuni com a família, que me apoiaram, e viajei para Santa Catarina, onde fechei o primeiro contrato para trabalhar fora do país", relembra.
Depois de um mês no estado catarinense, o jovem viajou para Milão, na Itália, onde passou quase três meses fazendo campanha para uma marca de roupas masculinas e dois desfiles de moda. No fim deste período, Gleiderson conta que voltou ao país e passou algum tempo em São Paulo (SP), quando realizou trabalhos para a revista Marie Claire, da Editora Globo. "Lá eles me elogiaram bastante e disseram que eu tinha um perfil excelente para o ramo. Como não cheguei na temporada do São Paulo Fashion Week, acabei indo para a Ásia", conta.
Do outro lado do mundo, o jovem participou de mais de três mil ensaios e desfiles. No continente asiático, Gleiderson passou um ano e meio, onde percorreu por alguns países como a China, Hong Kong, Malásia e Singapura. "O meu perfil era muito favorável no continente e optei por apostar nos trabalhos locais, onde tive vários catálogos e desfiles" relata.
Visitando os familiares em Ariquemes, o modelo fala dos próximos planos após o período de férias. "Irei passar uma semana na Índia, onde devo participar de um trabalho fotográfico. Vou tentar me firmar em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde está situada as melhores marcas e as melhores opções de trabalho no mundo", comenta.
Gleiderson relata que pretende continuar no ramo da moda pelo máximo de tempo que puder. Segundo ele, neste pouco período de tempo a carreira já lhe proporcionou um grande aprendizado. "Aprendi várias culturas e alguns idiomas. Aproei-me melhor no inglês para conviver de forma melhor. Com o apoio de toda a minha família, tenho conseguido passar todo este tempo longe, pensando num futuro melhor", diz.
Jeferson Carlos
Do G1 Ariquemes e Vale do Jamari
Ex-servente de obras de Rondônia vira modelo e faz sucesso na Europa
Moradora de Cacoal fatura barra de ouro em campanha nacional da Gazin. No total foram aproximadamente R$ 360 mil reais para dez pessoas. Foi dada a largada! Dez pessoas das regiões centro oeste e norte do Brasil foram sorteadas com uma barra de ouro de aproximadamente R$ 36 mil reais, na promoção “50 anos, 50 barras de ouro”, que marca cinquentenário da empresa Gazin.
Os sortudos compraram nas lojas Gazin espalhadas pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do SuL, Rondônia, Acre, Pará e Amazonas, são eles: Elisangela Rodrigues Carvalho, Água Boa (MT), Eleuza Moreira dos Santos, Rondonópolis (MT), Ari Castro Amante, Dourados (MS), João Vareiro, Bela Vista, (MS), Vilza Mariano da Silva, Mariano, Inocência (MS), Givaldo Alves da Silva, Costa Rica (MS), Cleudimar Faria de Araújo, Cujubim (RO), Vasti Galdino de França, Cacoal (RO), Wanderley Lara da Silva, Cerejeiras (RO) e José Orleilson da Silva Vieira,Cruzeiro do Sul (AC). Vasti Galdino, de Cacoal garante que o prêmio dará início a um sonho bastante aguardo. “Esse dinheiro será investido na compra da minha casa própria, veio em boa hora”.
No total serão 50 barras de ouro sorteadas ao longo deste ano, este foi o primeiro sorteio que aconteceu na Praça do Novo Mercado Velho na capital acreana, Rio Branco, na presença de clientes, colaboradores, autoridades, diretoria e auditores da Caixa Econômica Federal. Ainda haverá mais três sorteios 18 de maio em Porto Velho, Rondônia. Dia 17 de agosto em Rondonópolis, Mato Grosso e 30 de novembro em Naviraí, Mato Grosso do Sul.
Desde o lançamento da campanha no início de dezembro o consumidor enxerga na promoção uma possibilidade de realizar seus sonhos, entre eles a reforma da casa, trocar de carro, fazer faculdade, empreender nos negócios, viagens que tem em comum mudança e qualidade de vida.
Edson Olekswy, gerente de marketing da Gazin comentou sobre o objetivo da empresa enquanto fazer o melhor ao consumidor. “A Gazin se realiza junto com seus clientes, possibilitar a realização dos sonhos de dez clientes nos motiva para campanhas ainda mais ousadas”. Osmar Della Valentina, presidente do Grupo Gazin, destaca que esse é um investimento extremamente compensador. “Nesta primeira etapa foram quase R$ 360mil reais,, isso vem sendo pensado há três anos, mensuramos todos os pontos e vale muito a pena, são essas pessoas que ajudaram a construir os 50 anos de Gazin, nossos clientes”. A compra R$100 reais em produtos em qualquer loja dá o direito a um cupom para concorrer no sorteio seguinte. Para mais informações acesse www.gazin50.com.br
Todos os agricultores devem devolver as embalagens para reciclagem. Unidade de Cacoal é a única central de recolhimento do estado.
A Unidade de Reabastecimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, pertencente à Associação das Revendas de Produtos Agroquimicos de Cacoal e Região(Arpacre) recebeu, em 2015, 322 toneladas de embalagens de agrotóxicos. Desse total, segundo a direção da entidade, 90% foram envidadas para a reciclagem.
A Arpacre funciona em Cacoal(RO), cidade localizada a 480 quilômetros de Porto Velho. Ela é mantida pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). Conforme o diretor da Arpacre, Alibio Santos Souza, para que o material seja reaproveitado, não pode haver contaminação das embalagens. Por isso o produtor deve fazer a tríplice lavagem antes da entrega. "Assim ele também evita o desperdício de produto", explicou.
A devolução é obrigatória e o produtor que não a fizer poderá ser multado em mais de R$ 2 mil por unidade. De acordo com Alibio, em 2014, a unidade recebeu 314 toneladas de embalagens, número considerado recorde para o estado, porém, em 2015, houve uma queda nas devoluções por parte dos produtores.
"No ano passado tivemos uma queda muito grande no recolhimento das embalagens. Com isso, em outubro, durante a vacinação contra Aftosa, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), começou a notificar os produtores que ainda não tinha feito a devolução, o que fez aumentar as entregas nos dois últimos meses de ano", relatou.
A unidade de Cacoal é a única central de recolhimento de embalagens de Rondônia, e recebe vasilhames de 13 postos espalhados pelo estado, além de receber embalagens do estado Acre e de parte do Mato Grosso.
Todo o material recolhido nos postos é verificado se foi lavado ou se está 'contaminado'. Caso o vasilhame esteja limpo, segue para a central de Cacoal, onde é prensado e levado para o processo de reciclagem, que acontece fora do estado. Se a embalagem estiver contaminada, o material é separado para ser incinerado. "E em 2015, apenas 10% foi destinado para a incineração", informou Alibio.
A devolução é importante para que seja dada a destinação correta dos recipientes, evitando a contaminação da natureza. O produtor de laranjas, Pedro Mikalczuk, contou que sabe da importância do ato, por isso foi até a central devolver nove embalagens que tinha usado."Tinha um rapaz que devolvia para mim, mas como ele parou de trabalhar, tive que vir devolver. Mesmo porque esse material não pode ficar jogado na propriedade", observou.