Mostrando postagens com marcador Geral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geral. Mostrar todas as postagens

Fhemeron de Cacoal convoca doadores de todos os tipos de sangue


Intenção é garantir o atendimento da demanda da região da Zona da Mata. Instituição costuma arrecadar 20 bolsas de sangue diariamente.

Com o estoque baixo de sangue a Fundação de Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron) em Cacoal (RO), município localizado a 480 quilômetros de Porto Velho, convoca os doadores. A intenção é garantir o atendimento da demanda da região, que depende das coletas realizadas no município. Estão sendo solicitadas as doações de todos os tipos sanguíneos, em especial os negativos.


De acordo com o médico responsável pelo Fhemeron de Cacoal Arthur Freire, todo o estoque está baixo, e no caso dos tipos sanguíneos negativos a situação é considerada crítica. "Sabemos que as pessoas são solidárias, e sempre que alguém precisa elas se dirigem até o órgão, mas precisamos que isso seja rotineiro", destacou.


Atualmente a Fhemeron de Cacoal coleta em média 20 bolsas de sangue diariamente. Um número considerado baixo pelo órgão, já que a fundação precisa abastecer toda a demanda da região da Zona da Mata. De acordo com o médico, o ideal seria receber o dobro das doações, ou seja, 40 bolsas por dia.


Magda Oliveira
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

PM suspeito de matar agente da Sejus a tiros se entrega à Polícia


Segundo PM, soldado foi até delegacia de Pimenta Bueno com advogado. Policial teria matado vítima, pois agente teria relação com a mulher dele. O comandante do 4º Batalhão da PM, Paulo Sityá, afirmou que as cápsulas encontradas no local onde o agente penitenciário foi morto correspondem ao de uma arma 1.40, de uso exclusivo da PM.

Agente Penitenciário Nelson Ned e Policial Militar Wemerson Fonseca


O policial militar suspeito de ter matado um agente penitenciário a tiros, na segunda-feira (16), se entregou na delegacia de Pimenta Bueno (RO) no início da tarde desta terça-feira (17). Segundo a polícia, o soldado está prestando depoimento acompanhado do advogado. Conforme a Polícia Militar (PM), o suspeito matou a vítima, pois o agente mantinha um provável caso amoroso com a companheira do policial.



Para localizar o paradeiro do suspeito, os policiai de Pimenta Bueno, Cacoal e Rolim de Moura, juntaram o contingente desde a segunda. Segundo Sityá, o prazo para que a prisão fosse feita em flagrante já havia passado, por isso esperavam que o soldado se apresentasse à Justiça.



Sityá explica que entre o policial e o agente já houve desentendimentos anteriores, que motivaram até mesmo a registros de boletins de ocorrências. “Diante de evidências anteriores, tudo leva a crer que tenha sido o policial militar que cometeu esse homicídio”, acredita.



As consequências que o policial terá que enfrentar, após o suposto ato criminoso, irá depender do entendimento do delegado que ficar responsável pelo caso e da justiça. A corregedoria da PM também deverá tomar medidas sobre o caso. "Provavelmente será aberto um processo administrativo e um processo criminal. Entre outras penalidades, está a perda da função pública", afirmou.

Agente Penitenciário Nelson Ned

Caso

O crime passional foi registrado em Pimenta Bueno, na manhã de segunda-feira (15). O policial militar matou com dois tiros um agente penitenciário. De acordo com a PM, o agente mantinha um caso amoroso com a amásia do policial. O homem chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no pronto socorro.



O crime foi cometido no Bairro Nova Pimenta, em uma casa desativada, onde o agente mantinha seus encontros com a amante. O policial que cometeu o crime estava de folga, já que havia saído do plantão na manhã de segunda-feira. Desde a segunda o suspeito estava sendo procurado. Segundo a PM, o soldado alegou que estava escondido no sítio de um cunhado.

Agente Penitenciário Nelson Ned

Magda Oliveira
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

Caixa Econômica retomará imóveis do Minha Casa Minha Vida em atraso


Na faixa 1 do programa, na qual os imóveis têm subsídio de até 95% e as prestações não podem ultrapassar 5% da renda, 25% dos contratos têm hoje atraso no pagamento superior a 90 dias.

BRASÍLIA - O governo federal decidiu retomar os imóveis dos beneficiários mais carentes do programa Minha Casa Minha Vida que estão inadimplentes há mais de três meses. A Caixa Econômica Federal apertou a cobrança das prestações que estão atrasadas. Passou a ligar e a enviar SMS para os beneficiários logo após os primeiros dias de vencimento.


A mudança de postura em relação aos calotes da chamada faixa 1 do programa – famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil – se deve a dois fatores: o agravamento da crise, que não permite ao governo ser leniente com a inadimplência em momento de frustração de recursos, e o temor da fiscalização dos órgãos de controle, já que até 95% desses imóveis são bancados com dinheiro público. 



A inadimplência do faixa 1 fechou o primeiro semestre deste ano em 22%, dez vezes superior aos atrasos dos financiamentos imobiliários tradicionais. O nível é também destoante das operações das outras duas faixas de renda do Minha Casa: a parcela de atrasos acima de 90 dias nessas faixas está por volta de 2%. Os dados foram repassados pelo Ministério das Cidades. Segundo o governo, um quarto dos contratos do MCMV faixa 1 está há mais de 90 dias em atraso. De acordo com as regras do programa, as prestações para as famílias da faixa 1 não podem ultrapassar 5% da renda do beneficiário, com valor mínimo de R$ 25 pagos pelo período de dez anos. 


O primeiro passo para retomar os imóveis dessas famílias foi dado no fim do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Ela modificou uma lei para determinar que os imóveis tomados devem ter um tratamento diferenciado. Em vez levar a leilão, como costuma acontecer nos financiamentos imobiliários, a Caixa tem de reincluir o imóvel no programa, para ser direcionado a outro beneficiário que está na lista de espera do Minha Casa.

A alteração na lei evita que o imóvel retomado seja comprado por uma família com renda superior à dos beneficiários do programa, o que seria uma desvirtuação do programa. Essas casas ou apartamentos têm um tratamento tributário diferenciado, ou seja, são construídos com menos impostos. 


Na época, o Ministério das Cidades informou que o programa não tinha objetivo de retomar os imóveis no caso de inadimplência, mas ajudar as famílias a superar as dificuldades financeiras e colocar as prestações em dia. Ressaltou o fato de que a faixa 1 do Minha Casa não era um financiamento como outro qualquer, mas uma política social para reduzir o déficit habitacional.

O discurso, porém, mudou. O Ministério das Cidades informou agora que adotará o que diz a lei para os casos de inadimplência, ou seja, entregar o imóvel para outra família. “Hoje, o Ministério das Cidades e o agente operador do programa estão discutindo a forma de implementação da lei”, informou. 


“Tolerar a inadimplência como ocorreu até pouco tempo é inadmissível. O imóvel é bancado com dinheiro da sociedade. Não consigo entender por que não tomaram essa decisão antes”, diz Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, o sindicato de empresas do setor em São Paulo. Ele considera que as condições são “exageradamente favoráveis” para o calote e que falta uma qualificação mais precisa das condições financeiras das famílias. 

Para Lauro Gonzalez, coordenador do centro de estudos de microfinanças e inclusão financeira da FGV, parte considerável dos beneficiários do programa poderia pagar uma prestação superior à de 5% da renda. Ele defende que o caminho seria uma espécie de microcrédito orientado para essas famílias, com análise do potencial de pagamento de cada uma. “Isso diminuiria a inadimplência e o subsídio empregado no programa”, diz.

Senado vota hoje afastamento da presidenta Dilma Rousseff


O plenário do Senado Federal vota hoje (11) o relatório da Comissão Especial do Impeachment sobre a admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff. O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é favorável à continuidade do processo por considerar que há indícios de que Dilma praticou crime de responsabilidade. A sessão está prevista para começar às 9h.


Até o encerramento da sessão dessa terça-feira (9), 67 senadores tinham se inscrito para falar. Eles terão direito a 15 minutos de discurso cada. A sessão será dividida em três blocos: de 9h às 12h, de 13h às 18h e de 19h em diante.


Após a discussão dos senadores, o relator falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma, por mais 15 minutos. A defesa será a última a falar.

Orientação de bancada

Os líderes partidários não farão o tradicional encaminhamento de votações por se tratar de um julgamento, e não da aprovação de propostas.


Votação

Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.

Afastamento

Se os senadores decidirem pela continuidade do processo de impeachment da presidenta, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.


Publicação

A decisão será publicada no Diário do Senado amanhã (12). Somente após isso e caso o parecer seja admitido, o primeiro-secretário Vicentinho Alves (PR-TO) levará a notificação à presidenta.


Posse

Com um possível afastamento de Dilma, o vice-presidente Michel Temer tomará posse. De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não há necessidade de nenhuma cerimônia especial, uma vez que Temer já prestou juramento à Constituição junto com Dilma em 1º de janeiro de 2015.


Da Agência Brasil
Foto: AFP

Presidente da Câmara decide anular pedido de impeachment de Dilma


O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou uma decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

Em seu despacho que será publicado na edição do Diário da Câmara desta terça (10), o deputado derruba as sessões do plenário que trataram do processo na Casa entre os dias 15 e 17 de abril e determina que o processo, que está no Senado, volte à Câmara. Maranhão determina que a Casa terá cinco sessões para refazer a votação no plenário.

Deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara, que decidiu anular o processo do impeachment

Na última sexta (6), Maranhão afirmou em encontro com parlamentares, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo": "Vocês vão se surpreender comigo".

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) já anunciou que prepara recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a medida.

O impeachment já avançou ao Senado, tendo relatório aprovado por comissão especial, e a votação é prevista para quarta-feira (11), quando os senadores decidirão sobre o afastamento por 180 dias de Dilma. Não está certo se esse calendário será mantido.

O principal argumento para invalidar a sessão é que os partidos não poderiam ter fechado questão ou dado orientação em relação ao voto dos parlamentares, uma vez que, segundo o presidente interino, "os parlamentares deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais e livremente". O pepista também diz que o fato de os deputados terem anunciado publicamente seus votos caracteriza pré-julgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa consagrado na Constituição.

O congressista alega ainda que a defesa de Dilma deveria ter sido ouvida por último no momento da votação. Há ainda uma alegação técnica de que o resultado da votação teria que ser encaminhado ao Senado por resolução e não por ofício, como teria ocorrido.

"Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da presidente ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo", diz o presidente interino.

Em sua decisão, Maranhão diz que os deputados ficam proibidos de antecipar seus votos sobre o processo para a nova votação.

Maranhão acolheu recurso da AGU (Advocacia-Geral da União) questionando a votação do processo de impeachment de Dilma, no dia 17 de abril, pelo plenário da Câmara. O impeachment foi aprovado por 367 votos contra 137, pela abertura do processo de impeachment.

A Folha antecipou, na coluna Painel do último dia 6, que havia um recurso da AGU pendente, datado de 25 de abril, em que o advogado-geral José Eduardo Cardozo requeria a nulidade da votação. "Com uma canetada, Maranhão pode agora levar o impeachment à estaca zero", disse um aliado de Cunha à época.

O deputado é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma, e votou contra a autorização da Câmara para abertura do processo de impeachment.

Vice-presidente da Câmara, Maranhão chegou ao comando da Casa na semana passada após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a suspensão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato e da Presidência da Câmara, que foi o principal fiador do impeachment no Congresso.

Na ação, a AGU apontou ilegalidades como orientação de voto feita pelos líderes partidários, motivações de voto alheias ao tema em questão (os que votaram "pela família", por exemplo), manifestação do relator no dia da votação, não abertura de espaço à defesa após essa fala e falta da aprovação de uma resolução materializando a decisão do plenário.

A acusação contra Dilma leva em conta as chamadas pedaladas fiscais e decretos que ampliaram os gastos federais em R$ 3 bilhões.

DILMA

A presidente Dilma recebeu a notícia durante evento no Palácio do Planalto para anunciar a criação de universidades. Em meio a gritos da plateia de "Uh! É Maranhão" e "Fica querida!", a presidente afirmou sobre a decisão de Maranhão: "Eu soube agora, da mesma forma que vocês, que um recurso foi aceito e que portanto o processo de impeachment está suspenso".

"Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando porque não podia fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês", afirmou. "Não é oficial, não sei as consequências, tenham cautela, porque vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas".

"Temos que saber que temos pela frente uma disputa dura, cheia de dificuldades. Peço encarecidamente aos senhores parlamentares uma certa tranquilidade para lidar com isso", afirmou Dilma, que falou por cerca de 20 minutos.

ÍNTEGRA

Leia a íntegra da nota emitida por Maranhão:

1. O Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal, Senador Raimundo Lira, no dia 27 de abril do corrente ano, encaminhou à Câmara dos Deputados, ofício em que indagava sobre o andamento de recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União contra a decisão que autorizou a instauração de processo de impeachment contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff.

2. Ao tomar conhecimento desse ofício, tomei ciência da existência de petição dirigida pela Sra. Presidente da República, por meio da Advocacia-Geral da União, em que pleiteava a anulação da Sessão realizada pela Câmara dos Deputados, nos dias 15, 16 e 17 de abril. Nessa sessão, como todos sabem, o Plenário desta Casa aprovou parecer encaminhado ao Senado Federal para a eventual abertura de processo contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.

3. Como a petição não havia ainda sido decidida, eu a examinei e decidi acolher em parte as ponderações nela contidas. Desacolhi a arguição de nulidade feita em relação aos motivos apresentados pelos Srs. Deputados no momento de votação, por entender que não ocorreram quaisquer vícios naquelas declarações de votos. Todavia, acolhi as demais arguições, por entender que efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão. Não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente. Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da Sra. Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo.

4. Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por Resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor, tomado como paradigma pelo STF para o processamento do presente pedido de impeachment.

5. Por estas razões, anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados.

_6. Para o cumprimento da minha decisão, encaminhei o ofício ao Presidente do Senado para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados. 


Márcio Falcão
Paulo Gam
Ranier Bragon

Enem 2016: inscrição começa nesta segunda e vai até dia 20


Taxa de inscrição subiu para R$ 68. Nota do Enem pode ser usada na seleção para universidades públicas, bolsas do Prouni e seleção para o Fies.

Para participar, os candidatos devem entrar no site do exame (http://enem.inep.gov.br/participante) e preencher seus dados, tendo em mãos o RG e o CPF – menores de idade que ainda não tiverem os documentos precisarão providenciá-los. Também será obrigatório informar um endereço de e-mail e um celular, o município onde farão a prova e a língua estrangeira do teste de Linguagens (inglês ou espanhol).

Inscrições para o Enem começam nesta segunda (8). (Foto: Ascom/ Prefeitura de Pouso Alegre)

A taxa de inscrição custa R$ 68 – R$ 5 a mais que na edição do exame no ano passado. Dessa vez, ela poderá ser paga em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência de Correios (antes, só era possível quitar a guia no Banco do Brasil).

Prova

Neste ano, as provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia, sábado, o candidato terá 4 horas e 30 minutos para responder questões de Ciências Humanas e de Ciências da Natureza. No domingo, ele terá 5 horas e 30 minutos para as perguntas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e redação.


Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. As provas começarão, nos dois dias, às 13h30. Os gabaritos oficiais das questões objetivas serão divulgados pelo Inep até o dia 9 de novembro. Já os resultados ainda não têm data marcada para serem apresentados.

Isenção

Aqueles que irão concluir o ensino médio em 2016 e estiverem matriculados na rede pública de ensino terão direito à isenção automática da taxa de inscrição. Já os que pertencerem a famílias de baixa renda, mas que não sejam concluintes de escola pública, poderão declarar carência para conseguir a isenção. Durante o período de inscrição, o sistema avisará se o pedido foi aceito. Lembrando que, a partir deste ano, os estudantes que conseguiram a isenção da taxa em 2015 e não compareceram à prova, sem justificar a ausência, vão perder o direito de não pagar a inscrição em 2016.

Atendimento especializado

Os candidatos que precisarem de atendimento especializado (com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva e intelectual, surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou outras condições especiais) devem indicar na inscrição qual o recurso que desejam para fazer a prova. Também podem solicitar auxílio: gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e sabatistas.


Entre os dias 1º e 8 de junho, pela plataforma do Inep, a pessoa deve enviar o documento que comprova sua condição. Ele deve conter o nome completo, o diagnóstico com a descrição do que motiva o pedido de atendimento especial e a assinatura de um médico ou profissional especializado, com seu CRM (registro no Conselho Regional de Medicina).


As adaptações que o candidato pode solicitar são: prova em braile ou com letra ampliada (fonte 18, com imagens maiores) ou super-ampliada (fonte 24, com imagens maiores), tradutor-intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), guia-intérprete para pessoas com surdocegueira, auxílio para leitura (inclusive a labial) e transcrição, sala acessível e tempo extra de uma hora em cada dia da prova.


A participante lactante que precisar amamentar durante as provas deve levar um acompanhante adulto, que ficará em uma sala reservada e cuidará do bebê enquanto a mãe fizer o Enem. Já aquele que estiver internado para tratamentos de saúde deve assinalar a opção “classe hospitalar”. O Inep entrará em contato com o hospital em que a pessoa estiver para verificar as condições necessárias para que a prova seja feita.

Os sabatistas precisam marcar a alternativa “guardador do sábado por convicção religiosa” para fazê-la em outro horário. Eles entrarão no local de prova quando os portões abrirem, às 12 horas, juntos com os demais, e aguardarão até as 19 horas para fazer a prova.

Nome social

Travestis e transexuais que quiserem tratamento pelo nome social devem informar o pedido ao Inep na inscrição, além de enviar cópia do documento de identificação, com foto recente e formulário preenchido, entre os dias 1º e 8 de junho.

Para que serve o Enem?

Criado para avaliar os conhecimentos dos estudantes que concluíram o ensino médio, a prova também substitui vestibulares no acesso a instituições federais de ensino superior. No entanto, essa não é sua única função.

As notas do Enem podem ser usadas por quem tem mais de 18 anos para obter a diploma do ensino médio. Também são exigidas para o candidato que pretende uma bolsa de estudos pelo ProUni ou financiamento estudantil pelo Fies. O Ciência sem Fronteiras é outro programa federal que pede boas notas no exame nacional como critério de seleção.

Veja abaixo as funções do Enem e suas regras:

Seleção para universidades

As notas do Enem são usadas para selecionar alunos para as vagas em universidades federais e outras instituições de ensino.

As universidades podem usar o Enem como único método de seleção, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou fazer uma combinação entre as notas do Enem e seu vestibular próprio. O Sisu já recebeu a adesão da maioria das universidades e institutos federais e, na última edição, ofereceu mais de 205 mil vagas.

Programa Universidades Para Todos (Prouni) 

Para disputar uma bolsa de estudos do Prouni, que varia de 50% a 100% do curso de uma instituição de ensino superior privada, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 450 pontos no Enem e não pode ter zerado a redação. Na última edição do programa, foram ofertadas 213.113 bolsas em 1.117 instituições.

Financiamento Estudantil (Fies)

Estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 e querem solicitar o Fies devem ter feito Enem, caso contrário, não poderão solicitar o benefício. A partir deste ano, o candidato precisa ter obtido 450 pontos no exame nacional e não pode ter zerado a redação.

Pelo Fies é possível financiar os cursos de graduação bem avaliados junto ao MEC. A taxa de juros é de 3,4% ao ano para todos os cursos. Ele pode ser solicitado pelo estudante em qualquer etapa do curso e em qualquer mês.

Seleção para ensino técnico (Sisutec)

Quem estiver interessado em uma vaga gratuita de cursos técnicos oferecidos em instituições públicas e privadas pelo Sisutec deverá ter feito as provas do Enem. As notas no exame serão usadas para classificação dos concorrentes.

Ciência Sem Fronteiras

O programa do governo federal oferece bolsas de estudo para intercâmbios no exterior destinado a alunos de graduação e pós. Para participar da seleção de bolsas durante a graduação, é preciso ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2009 e conseguido a média mínima de 600 pontos. Os candidatos também são avaliados de acordo com seu aproveitamento acadêmico na universidade.

Certificação para o Ensino Médio

Quem tem no mínimo 18 anos e não concluiu o ensino médio pode conseguir a certificação por meio do Enem. A pontuação mínima é 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

Do G1, em São Paulo

Caixa fecha cerco a inadimplentes do Minha Casa e imóveis serão retomados


Na faixa 1 do programa, na qual os imóveis têm subsídio de até 95% e as prestações não podem ultrapassar 5% da renda, 25% dos contratos têm hoje atraso no pagamento superior a 90 dias.

BRASÍLIA - O governo federal decidiu retomar os imóveis dos beneficiários mais carentes do programa Minha Casa Minha Vida que estão inadimplentes há mais de três meses. A Caixa Econômica Federal apertou a cobrança das prestações que estão atrasadas. Passou a ligar e a enviar SMS para os beneficiários logo após os primeiros dias de vencimento.


A mudança de postura em relação aos calotes da chamada faixa 1 do programa – famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil – se deve a dois fatores: o agravamento da crise, que não permite ao governo ser leniente com a inadimplência em momento de frustração de recursos, e o temor da fiscalização dos órgãos de controle, já que até 95% desses imóveis são bancados com dinheiro público. 


A inadimplência do faixa 1 fechou o primeiro semestre deste ano em 22%, dez vezes superior aos atrasos dos financiamentos imobiliários tradicionais. O nível é também destoante das operações das outras duas faixas de renda do Minha Casa: a parcela de atrasos acima de 90 dias nessas faixas está por volta de 2%. Os dados foram repassados pelo Ministério das Cidades. Segundo o governo, um quarto dos contratos do MCMV faixa 1 está há mais de 90 dias em atraso. De acordo com as regras do programa, as prestações para as famílias da faixa 1 não podem ultrapassar 5% da renda do beneficiário, com valor mínimo de R$ 25 pagos pelo período de dez anos. 


O primeiro passo para retomar os imóveis dessas famílias foi dado no fim do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Ela modificou uma lei para determinar que os imóveis tomados devem ter um tratamento diferenciado. Em vez levar a leilão, como costuma acontecer nos financiamentos imobiliários, a Caixa tem de reincluir o imóvel no programa, para ser direcionado a outro beneficiário que está na lista de espera do Minha Casa.

A alteração na lei evita que o imóvel retomado seja comprado por uma família com renda superior à dos beneficiários do programa, o que seria uma desvirtuação do programa. Essas casas ou apartamentos têm um tratamento tributário diferenciado, ou seja, são construídos com menos impostos. 


Na época, o Ministério das Cidades informou que o programa não tinha objetivo de retomar os imóveis no caso de inadimplência, mas ajudar as famílias a superar as dificuldades financeiras e colocar as prestações em dia. Ressaltou o fato de que a faixa 1 do Minha Casa não era um financiamento como outro qualquer, mas uma política social para reduzir o déficit habitacional.

O discurso, porém, mudou. O Ministério das Cidades informou agora que adotará o que diz a lei para os casos de inadimplência, ou seja, entregar o imóvel para outra família. “Hoje, o Ministério das Cidades e o agente operador do programa estão discutindo a forma de implementação da lei”, informou. 


“Tolerar a inadimplência como ocorreu até pouco tempo é inadmissível. O imóvel é bancado com dinheiro da sociedade. Não consigo entender por que não tomaram essa decisão antes”, diz Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, o sindicato de empresas do setor em São Paulo. Ele considera que as condições são “exageradamente favoráveis” para o calote e que falta uma qualificação mais precisa das condições financeiras das famílias. 

Para Lauro Gonzalez, coordenador do centro de estudos de microfinanças e inclusão financeira da FGV, parte considerável dos beneficiários do programa poderia pagar uma prestação superior à de 5% da renda. Ele defende que o caminho seria uma espécie de microcrédito orientado para essas famílias, com análise do potencial de pagamento de cada uma. “Isso diminuiria a inadimplência e o subsídio empregado no programa”, diz.

Réus da Operação Detalhe deverão ser interrogados em junho em Cacoal


Processo investiga o desvio de R$ 4,5 milhões da administração pública. Promotoria espera que processo esteja sentenciado até o final de 2016.

Deverão ser ouvidos em audiência de interrogatório em junho deste ano, 16 réus para dar continuidade ao processo de investigação da Operação Detalhe, deflagrada em Cacoal (RO) município a 480 quilômetros de Porto Velho, no dia 8 de maio de 2015. Segundo o promotor do Ministério Público (MP) Diogo Boghossian Soares da Rocha, a audiência já deveria ter ocorrido no mês de fevereiro, mas precisou ser remarcada. O processo investiga o desvio de R$ 4,5 milhões de reais da administração pública municipal.

Operação Detalhe foi iniciada durante a manhã desta sexta (Foto: Magda Oliveira/G1)





A Operação Detalhe foi deflagrada com o objetivo de desarticular um suposto esquema de arrecadação de propina, beneficiamento em licitações e direcionamento na votação da Comissão Parlamentar de Inquerido (CPI) da saúde. Durante a investigação nove pessoas foram presas, dez conduzidas coercitivamente e 27 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os réus estão à ex-chefe de gabinete da prefeitura Maria Ivani de Araújo e o presidente da Câmara Paty Paulista.

De acordo com o promotor Diogo, estão envolvidos no processo 18 réus, sendo que nessa audiência serão ouvidos apenas 16, já que dois estão sendo investigados pela justiça federal. A denúncia foi aceita ainda em 2015, quando deu início a ação judicial. "O interrogatório dos réus que é a última fase de oitivas de pessoas no processo", explicou Diogo.

Segundo o promotor, após passar as oitivas, o processo vai para a fase de alegações finais e sentença. "Após as alegações finais, será dada a sentença aos réus", disse.

A expectativa da promotoria é que até o final do ano de 2016, o processo esteja sentenciado pelo menos em 1º grau, pois ainda caberão recursos.

Magda Oliveira
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

Relator dá parecer favorável ao impeachment de Dilma


Anastasia pede em relatório que seja instaurado processo de impeachment. Se plenário aprovar abertura do processo, Dilma é afastada por até 180 dias. Relator leu parecer na comissão do impeachment, que votará na sexta.

O relator da Comissão Especial do Impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG), começou nesta quarta-feira (4) a ler o relatório que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se na próxima semana o plenário concordar com o relator e aprovar o parecer, Dilma será afastada por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assumirá.



Após a leitura nesta quarta, os integrantes da comissão debaterão o relatório nesta quinta (5) e votarão na sexta (6). Se a comissão aprovar, o parecer será submetido à votação pelo plenário, provavelmente na próxima quarta-feira (11). Caso o plenário aprove, durante o afastamento temporário de Dilma os senadores decidirão se a presidente deve ser afastada em definitivo.

"Em face do exposto, a denúncia apresenta os requisitos formais exigidos pela legislação de vigência, especialmente pela Constituição Federal, para o seu recebimento. O voto é pela admissibilidade da denúncia, com a consequente instauração do processo de impeachment, a abertura de prazo para a denunciada responder à acusação e o início da fase instrutória, em atendimento ao disposto no art. 49 da Lei no 1.079, de 1950", diz o texto escrito por Anastasia.


O senador iniciou às 15h20 a leitura do relatório para os membros da comissão especial do impeachment e não tinha terminado até a última atualização desta reportagem.

Principais pontos do relatório

- A denúncia contra Dilma está de acordo com a Constituição e deve ser aceita.

- O processo não é golpe, porque seguiu as leis e teve direito a ampla defesa.

- Existe previsão legal para o impeachment, para evitar um "poder absoluto do governante".

- Há indícios de materialidade e autoria das "pedaladas fiscais" de decretos de abertura de créditos suplementares.

- É possível, sim, julgar contas que ainda não foram avaliadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

- Não houve "vício" na abertura do processo na Câmara, que foi motivada, principalmente, por questões técnicas.

- Não houve irregularidades na votação na Câmara.

- Não há irregularidade na eleição de Anastasia para relatoria da comissão especial do Senado.

- O Senado pode analisar todos os "fatos narrados" na denúncia na fase de instrução probatória, após a admissibilidade.

Críticas à defesa de Dilma

Em um documento de 126 páginas, Anastasia rebate as críticas da base governista de que o processo representa um "golpe". Ele argumenta que não são cabíveis essas "insistentes e irresponsáveis alegações".

"Nunca se viu golpe com direito a ampla defesa, contraditório, com reuniões às claras, transmitidas ao vivo, com direito à fala por membros de todos os matizes políticos, e com procedimento ditado pela Constituição e pelo STF [Supremo Tribunal Federal]", justifica.


Ele afirma que a estratégia da defesa é a de tentar "deslegitimar a própria figura do impeachment", acrescentando que há previsão legal para isso no sistema presidencialista. "A demissão do presidente irresponsável, por meio do processo de impedimento, é justamente uma forma de se responsabilizar o chefe de estado e de governo, que já goza, no presidencialismo, de posição muito mais estável e confortável que no parlamentarismo", diz.

Anastasia sustenta ainda que o processo é bastante rígido, tanto é que se exige quórum elevado para conseguir afastar o presidente.

Ampliação da denúncia

Em seu relatório, Anastasia defende que, se instaurado o processo, o Senado poderá ampliar o escopo da investigação e Dilma terá que se defender dos "fatos narrados" e não apenas das acusações feitas na denúncia e aceitas pela Câmara dos Deputados.


"Uma vez (e se) instaurado o processo, a denunciada deverá se defender dos fatos narrados, e não da tipificação jurídica proposta na denúncia e aceita pela Câmara dos Deputados. Como já referido (item 2.3.1), durante a instrução probatória, o julgador pode, conforme previsão expressa do CPP (art. 383), alterar essa tipificação, propor distinta classificação jurídica para os fatos postos", afirmou.

O relator pondera que o Executivo é mais forte no presidencialismo e que a previsão do impeachment existe para evitar um "poder absoluto do governante".

"Presidencialismo sem possibilidade de impeachment é monarquia absoluta, é ditadura, por isso que o mecanismo foi previsto em todas as nossas Constituições, e inclusive já utilizado sem traumas institucionais", afirma.

'Vício de abertura'

Para o relator, Antonio Anastasia, não houve “vício de abertura” do processo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A defesa da presidente Dilma Rousseff afirmou que Cunha autorizou a abertura do processo de impeachment por “vingança política”, porque o PT se rejeitou a votar em favor do peemedebista no Conselho de Ética da Câmara.


Anastasia argumentou que o ato de Cunha não foi “objeto de recurso” ao plenário da Câmara dos Deputados e que a aprovação, por 367 deputados, do envio do processo ao Senado convalidou a abertura do processo. O relator afirmou ainda que o governo se valeu da decisão de Cunha de delimitar o objeto da denúncia aos decretos e às “pedaladas fiscais”, mas questiona a sua decisão de abrir o processo, o que acontece “contraditoriamente”.

Para Anastasia, a posição da Advocacia-Geral da União de chamar de “retaliação” a atitude de Cunha é um “discurso estratégico” e a defesa tenta “forçar, a todo custo, a nulidade do processo”.

Democracia

Na avaliação do relator, a denúncia é plausível porque aponta para a “irresponsabilidade” na forma como foi executada a política fiscal. Ele ressalta que não se trata apenas de “um problema de governo, mas de estado, pois tem potencial para afetar as futuras gerações”.

Anastasia diz que o impeachment deve ser encarado como “uma das maiores expressões da democracia” porque é a maneira de o cidadão cobrar explicações do governante. E cita ainda o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Brossard, que entendia que a eleição “não esgota a realidade democrática” e que as autoridades devem responder pelo uso que fizeram do voto, “uma vez que governo irresponsável, embora originário de eleição popular, pode ser tudo, menos governo democrático”.

Sessão desta quarta

Logo no início, a sessão teve bate-boca e troca de farpas entre governistas e oposição. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou a ausência do relator durante parte da reunião de terça (3), quando foram ouvidos especialistas contrários à abertura do impeachment. O líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), reagiu e começou dizendo que se tratava de uma atitude “desleal e oportunista”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumentou que Anastasia cometeu, enquanto governador de Minas Gerais, os mesmos crimes pelos quais a presidente Dilma é acusada.E Ele disse que era um “cinismo” da oposição manter o relator. A palavra irritou oposicionistas.

Próximos passos

De acordo com o cronograma estabelecido pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), os senadores não poderão discutir o relatório já nesta quarta-feira. A discussão está prevista para a sessão desta quinta-feira (5), quando também está prevista a manifestação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, em defesa de Dilma Rousseff. A votação do parecer pela comissão está programada para a próxima sexta-feira (6).

Depois de passar pelo colegiado, o relatório ainda será votado pelo plenário do Senado. Caso o relatório recomende o afastamento de Dilma e seja aprovado pela maioria simples dos senadores (pelo menos 41 votos dos 81 senadores), a presidente será afastada do mandato por 180 dias e o vice Michel Temer assumirá a presidência.

A votação do parecer em plenário está prevista para o próximo dia 11. Isso porque, depois da aprovação na comissão, o parecer terá de ser lido na sessão de segunda-feira (9) do Senado, quando começará a contar o prazo de 48 horas para ser apreciado pelos senadores.

Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia
Do G1, em Brasília

Atendente exclusiva de WhatsApp trabalha 8 horas e ganha até R$ 2 mil


Simone Lourenço responde dúvidas de clientes em shopping de Campinas. Cargo é tendência; 'Você é um robô?' é pergunta frequente, segundo ela. Do G1 Campinas e Região

"Oi, você é um robô?" é, além da pergunta mais frequente, a mais estranha que Simone Souza Lourenço, de 28 anos, recebe todos os dias no seu trabalho. A jovem é atendente exclusiva de WhatsApp de um shopping de Campinas (SP) há pouco mais de um ano. O cargo é tendência nas empresas e tem remuneração entre R$ 1,5 mil a R$ 2 mil.

Camila Gazotto redatora e atendente de WhatsApp em Campinas (Foto: Ricardo Bueno)

Simone tem o trabalho que parece dos sonhos: fica o dia todo no celular e "passeia" por lojas do shopping. Mas, a rotina não é tão simples assim. Eu fico andando pelo shopping, respondo as dúvidas dos clientes, vou até as lojas checar respostas para eles" Simone Souza Lourenço, atendente de WhatsApp.

"Eu fico andando pelo shopping, respondo as dúvidas dos clientes, vou até as lojas checar respostas para eles, caminho bastante para conseguir fazer tudo", conta. Durante a entrevista ao G1, o aplicativo do shopping recebeu, em uma hora, mais de 20 mensagens solicitando os serviços de Simone.

"Os assuntos mais tratados são sobre compras, funcionamento dos serviços, horários e poucas reclamações. A maior parte das mensagens vem de mulheres e a pergunta mais estranha é 'Oi, você é um robô?´. A maior parte das pessoas tem curiosidade em saber quem sou", conta Simone. 

É preciso ter tato

Para enfrentar as dificuldades da função, Simone conta que é preciso ter tato. "Às vezes é uma pessoa mais velha, ela não entende muito bem, você precisa explicar certinho. Ou, às vezes, uma pessoa que usa muitas gírias e você precisa entender o que ela está falando. É preciso tato. Fora isso não tem muita dificuldade. Às vezes a gente recebe algum spam ou piada, deletamos e ignoramos", explica a atendente de WhatsApp.

São, em média, três mil mensagens por mês, e a frequência maior é nos feriados e finais de semana.

Atendente de WhatsApp em Campinas  (Foto: Priscilla Geremias/G1)

Necessidade de serviço

Segundo José Baptista, gerente de operações da empresa que oferece soluções integradas de infraestrutura para o shopping - e que empregou Simone e mais duas pessoas -, a necessidade de uma atendente de WhatsApp surgiu após perceberem que os clientes buscavam uma comunicação mais ágil.

"O cliente quer um atendimento diferente através da comunicação via celular, e o WhatsApp é uma ferramenta mundial que veio a calhar com essa necessidade. Por exemplo, uma pessoa quer comprar um item doméstico. Ela entra no aplicativo, se comunica e a funcionária da nossa empresa vai até uma loja, verifica preço e qualidade e devolve ao nosso cliente", afirma Baptista. 

Perfil da vaga

A função vem ganhando espaço no mercado de trabalho e o desafio é fazer bom uso de uma ferramenta desenhada para o pessoal.

"Isso está muito relacionado à nova dinâmica que os consumidores e os clientes têm exigido com as empresas. Eles buscam mais velocidade, dinamismo e soluções rápidas para um problema", explica Luiz Drouet, gestor de uma consultoria de recursos humanos de Campinas. Ainda que a comunicação seja mais informal, qualquer erro prejudica a imagem da empresa"

Luiz Drouet, consultor de RH

Para o cargo de atendente de WhatsApp é necessário ter boa comunicação e competência técnica de redação.

Consultor Luiz Drouet garante que profissional tem ganhos com atividades extras (Foto: Reprodução / EPTV)"Ainda que a comunicação seja mais informal, qualquer erro prejudica a imagem da empresa. É preciso também ter domínio do serviço prestado e agilidade para encontrar a solução dos problemas", afirma Drouet, que também que os jovens tem mais facilidade na área.

Baptista garante que suas funcionárias receberam um treinamento para desempenhar bem a função. "O profissional aprende como atender melhor o cliente, há uma orientação sobre respostas, palavras, e que seja de forma rápida e dinâmica. Como ela tem vários chamados durante o dia, não pode demorar muito fazendo respostas longas ou criando vínculos", explica.

Recomendações para empresas

O uso do WhatsApp de forma corporativa pode trazer riscos se não houver um devido treinamento e acompanhamento do profissional, afirma Drouet
.
"É muito fácil um cliente conseguir registrar um texto que foi enviado e depois repercutir nas redes sociais. Então, o treinamento e supervisão desse processo são importantes. Não é como o call center, que é registrado e acompanhado simultaneamente", diz o consultor de RH. 

As empresas, seja de grande, médio ou pequeno porte, devem traçar uma estratégia para esse canal de comunicação, segundo Drouet.

"A exigência do consumidor vai ser diretamente relacionada ao perfil da ferramenta. Se ele está acostumado a trocar mensagens instantâneas e ter um pronto retorno a partir do momento que ela utiliza isso para se relacionar com uma organização, ela também vai exigir prontidão", afirma. 

Uso do aplicativo para campanha

Com o sucesso do WhatsApp para atendimento ao cliente, uma empresa de produtos alimentícios de massa folhada, em Campinas, decidiu fazer uma campanha do Dia das Mães e receber o material dos participantes pelo aplicativo.

Segundo Camila Gazotto, redatora da agência de publicidade responsável pela campanha, o uso do WhatsApp foi uma tentativa de fazer com que a participação fosse mais ágil. Eu tenho um tempo de resposta de até duas horas para não deixar os clientes esperando muito tempo, mas também para lidar com minhas outras tarefas diárias"

Camila Gazotto, redatora de agência de publicidade

"As pessoas, ultimamente, gravam aúdio, fotos e vídeos, tudo pelo celular. Dificilmente elas utilizam alguma câmera. Então, se já está no celular, é muito mais facil usar o canal do WhatsApp e enviar do que transferir para o computador, que é muito mais complicado", afirma Camila.

Camila Gazotto redatora e atendente de WhatsApp em Campinas (Foto: Ricardo Bueno)

É a primeira vez que a agência usa o aplicativo em uma campanha, mas tem clientes que usam o WhatsApp para atendimento, segundo a redatora. "Vimos que as pessoas estão cada vez mais usando esse canal e está funcionando para os nossos clientes. Eu tenho um tempo de resposta de até duas horas para não deixar os clientes esperando muito tempo, mas também para lidar com minhas outras tarefas diárias, e tenho resposta padrão para algumas perguntas frequentes", completa Camila.

 
Copyright © 2015. Folha de Ji-Paraná - Todos os Direitos Reservados
Um Projeto: Du Pessoa© Web Sites e Marketing Digital (69) 9366 7066 WhatsApp | www.dupessoa.com.br